Por que medir sprints: dados vs. sentimentos
Você faz sprints há meses. Às vezes se sente produtivo, às vezes não. Mas você realmente está melhorando? Ou apenas rodando em círculos? Sem métricas, você não sabe.
Métricas não são sobre burocracia. São sobre clareza. Elas transformam sentimentos vagos ('me sinto produtivo') em dados objetivos ('entreguei 80% do planejado'). E dados permitem decisões melhores.
- Sem métricas: você repete erros porque não vê padrões.
- Com métricas ruins: você acompanha coisas que não importam.
- Com métricas boas: você identifica problemas e melhora sistematicamente.
O custo de não medir? Você não sabe se está melhorando. Você não sabe o que funciona. Você toma decisões baseadas em intuição, não em dados. E intuição é enganosa.
Taxa de conclusão: a métrica mais importante
Taxa de conclusão responde: você entrega o que planeja? É simples: tarefas entregues / tarefas planejadas. Se você planeja 10 e entrega 8, sua taxa é 80%.
Por que importa: se você sempre entrega menos do que planeja, você está overcommitting. Se você sempre entrega 100%, pode estar undercommitting. Meta saudável: 80-100%.
- Abaixo de 70%: você está planejando demais (reduza escopo).
- 70-90%: zona saudável (algum buffer para imprevistos).
- Acima de 90%: você pode estar planejando pouco (aumente se consistente).
Como melhorar: se sua taxa está baixa, reduza o que planeja. Se está consistentemente alta, aumente gradualmente. Use dados históricos para planejar melhor.
Velocidade: quantas tarefas você realmente entrega
Velocidade é quantas tarefas (ou pontos) você entrega por sprint. Se você entrega 8 tarefas consistentemente, sua velocidade é 8. Use isso para planejar próximos sprints.
Por que importa: velocidade ajuda você a planejar realisticamente. Se você sempre entrega 8 tarefas, planeje 8, não 12. Dados históricos são melhores que estimativas otimistas.
Como calcular: some tarefas entregues nos últimos 3-4 sprints, divida pela quantidade. Exemplo: 8 + 9 + 8 + 7 = 32 / 4 = 8 tarefas por sprint.
Dica: velocidade varia. Não espere consistência perfeita. Mas uma média de 3-4 sprints é confiável para planejamento.
Tempo real vs. estimado: você está estimando bem?
Compare tempo estimado vs. tempo real. Se você estima 4 horas e leva 8, sua estimativa está errada por 100%. Isso ajuda a melhorar estimativas futuras.
- Calcule para cada tarefa: tempo real / tempo estimado.
- Some todas as tarefas e calcule média.
- Se média está acima de 1.5, você está subestimando consistentemente.
Como melhorar: se você sempre subestima, multiplique estimativas por 1.5. Use dados históricos: se tarefas similares sempre levam 2x mais, estime 2x mais.
Trabalho não planejado: quanto tempo ele consome
Rastreie quanto tempo você gasta em trabalho não planejado (bugs, urgências, interrupções). Se consome mais de 30% do seu tempo, você precisa contabilizar isso no planejamento.
Como medir: crie categoria 'Não Planejado' e registre tempo gasto. Some no final do sprint. Calcule percentual do tempo total.
Como usar: se trabalho não planejado consome 25% do tempo, reserve 25% no próximo sprint. Planeje apenas 75% da sua capacidade.
Context switching: quantas vezes você muda de tarefa
Context switching custa caro. Rastreie quantas vezes você muda de tarefa por dia. Se você muda mais de 5 vezes, você está perdendo muito tempo em transições.
Como medir: anote cada vez que você muda de tarefa. Some no final do dia. Calcule média por sprint.
Como melhorar: agrupe tarefas similares. Trabalhe em blocos focados. Use técnica Pomodoro. Reduza interrupções.
Métricas que você deve ignorar
Nem toda métrica importa. Algumas são enganosas ou geram comportamentos ruins:
- Horas trabalhadas (não importa quanto, importa o que você entrega).
- Tarefas criadas (criar tarefas não é entregar valor).
- Velocidade crescente sempre (às vezes estabilizar é melhor).
- 100% de conclusão sempre (pode indicar planejamento conservador demais).
Foque em métricas que mostram se você está entregando valor, não apenas trabalhando muito.
Dashboard simples: o que acompanhar
Você não precisa de dashboard complexo. Acompanhe 3-4 métricas principais:
- Taxa de conclusão (meta: 80-100%).
- Velocidade média (use para planejar).
- Tempo real vs. estimado (melhore estimativas).
- Trabalho não planejado (contabilize no planejamento).
Revise no final de cada sprint. Use para planejar o próximo. Simples, mas eficaz.
Usando métricas para melhorar: o ciclo de aprendizado
Métricas sem ação são inúteis. Use dados para tomar decisões:
- Se taxa de conclusão está baixa → reduza o que planeja.
- Se estimativas estão erradas → ajuste método de estimativa.
- Se trabalho não planejado consome muito → reserve mais buffer.
- Se context switching é alto → agrupe tarefas similares.
Revise métricas na retrospectiva. Crie ações baseadas em dados. Meça novamente no próximo sprint. Ciclo de melhoria contínua.
Ferramentas que ajudam: como a Sprintzei facilita medição
Medir sprints é mais fácil quando você tem histórico e visibilidade. A Sprintzei ajuda você a rastrear o que foi planejado vs. entregue, calcular velocidade, e ver padrões ao longo do tempo.
- Veja histórico de sprints (compare planejado vs. entregue).
- Calcule velocidade automaticamente (use para planejar).
- Identifique padrões (o que funciona, o que não funciona).
- Termine sprints com dados claros (não apenas sentimentos).
Não é sobre dashboards complexos. É sobre simplicidade que mostra o que importa. Quando você vê dados claros, fica mais fácil melhorar.